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Queen – Como nascem as lendas

A história de sucesso dos Queen começou em 1971 com o dinâmico e carismático Freddie Mercury como vocalista, Brian May na guitarra, Roger Taylor na bateria e John Decan no baixo. Juntos tornaram-se na banda de maior sucesso dos anos 70 e 80 e na percursora do rock, tal e qual, como hoje o conhecemos. Através da mistura de elementos pop, rock, glam, eletro, funk e mesmo rockabilly, quebraram as barreiras da música, e apesar de no início terem sido alvo de inúmeras críticas da imprensa musical, e de serem descritos como demasiado “comercial”, o seu sucesso foi crescendo a um ritmo alucinante transformando-os num fenómeno do rock.

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Bohemian Rhapsody - o Filme

O reconhecimento mundial dos Queen chegou em 1975, onde a fusão do rock com a música clássica atingiu o expoente máximo na faixa “Bohemian Rhapsody”. É precisamente a música “Bohemian Rhapsody” que dá o nome ao filme que celebra a vida da banda Queen e de um dos artistas mais amados do mundo, Freddie Mercury. Neste filme pode conhecer a ascensão brutal da banda através das suas canções icónicas e revolucionárias. A história de um homem que lutou contra a SIDA e que deixou o seu tipo de vida extravagante interferir na sua carreira. A perseguição de uma carreira a solo. A vida íntima assumidamente bissexual. E uma das melhores atuações da história do rock quando Freddie decide abandonar os Queen. Um filme inspirador, que retrata uma banda que sempre foi uma família, e a quem Freddie retribui com “Somos todos uma lenda”. E estava certo, porque após 40 anos os Queen continuam a inspirar.

1970 - 1975

Embrionários do grupo londrino Smile, formado em 1968, Freddie integrou o grupo já composto por Brian May e Roger Taylor em 1970. O quarteto ficou completo com a entrada do baixista John Deacon. A partir desse momento iniciou-se a história da banda mais transversal alguma vez constituída. Todos compunham, tocavam e cantavam, e curiosamente todos vinham de áreas completamente distantes da música, Freddie era formado em design, Deacon em engenharia eletrotécnica, Taylor em Biologia e May em Astronomia. Após muitos testes e recusas de produtoras, a carreira dos Queen só se iniciou em 1973 com o lançamento do álbum “Queen”, mais conhecido por “Queen I”. Um início turbulento, que só foi possível devido a um acordo entre o Trident Studios e a EMI Records, pois foram os únicos que acreditaram no sucesso da banda. Com este álbum iniciaram a sua assinatura “sem sintetizadores”, que representava um som puro sem alterações.

A primeira digressão da banda foi marcada pelo estilo irreverente de Freddie, que utilizava roupas extravagantes e insistia para que toda a banda o fizesse. E é só com o segundo álbum, em 1974, “Queen II”, que experienciaram o verdadeiro sucesso ao alcançarem o lugar de quinto álbum mais vendido no Reino Unido. No mesmo ano lançaram o álbum “Sheer Heart Attack” que se tornou um sucesso mundial. Já só sob o comando da EMI Records, lançaram em 1975 “A Night At The Opera”, considerado o melhor trabalho da carreira dos Queen. Conhecido entre os fãs por White Album, alcançou o disco de platina e vendeu mais de 5 milhões de cópias nos anos 70, chegando ao respeitoso 4º lugar da Bilboard 200 nos EUA. Este álbum marcou o percurso da banda e definiu um novo tipo de rock, o rock arte, ficando conhecido por músicas como “I’m Love with My Car”, “Love of My Life”, “You Are my Best Friend”, “The Prophet’s Song”, e o clássico “Bohemian Rhapsody” - uma fusão do rock com música clássica.

1976 - 1979

Em 1976 o comportamento de Freddie começou a alterar-se, envolveu-se em desacatos, terminou o relacionamento de longa data com Mary Austin, e iniciou um relacionamento homossexual. O grupo lançou o primeiro álbum sem Thomas Baker como produtor - “A Day at the Races” -, caracterizado por canções mais pesadas e melancólicas como “Tie Your Mother Down” e “White Man”. Com uma altíssima complexidade vocal, o “Somebody to Love” tornou-se um êxito e no principal sucesso deste álbum. No entanto, as vendas ficaram muito aquém de “A Night At The Opera”. Em 1977, lançaram o “News of The World” que trouxe dois dos grandes sucessos da banda - “We Will Rock You” e “We Are the Champions”. Tornando-se conhecidos pelos seus concertos marcantes em estádios, onde atuavam para milhares de pessoas.

É em 1978 que surge um momento de transição musical na carreira dos Queen. O álbum “Jazz” é totalmente arrasado pela crítica com a alegação que estava muito longe do jazz. A convivência em grupo também começou a deteriorar-se, durante a digressão Freddie enfrentava problemas vocais, resultantes em parte do seu estilo de vida errático, caracterizado pelo abuso de cocaína e sexo. Em 1979 lançaram o álbum “Live Killers”, gravado ao vivo na digressão mundial e ainda sobre o mote “sem sintetizadores”.

1980 - 1990

A década de 80 marcou a introdução da música pop e eletrónica. Em 1980 lançaram “The Game”, um álbum que trouxe o sucesso pop “Another One Bites The Dust” e o rockabilly “Crazy Little Thing Called Love”. No mesmo ano lançaram o álbum “Flash Gordon”, produzido para ser a banda sonora do filme homónimo, mas que se tornou num grande fiasco. Em 1981 lançaram o “Greatest Hits I”, a primeira coletânea dos maiores sucessos da banda que alcançou a venda de 5,5 milhões de discos. E em 1982 o álbum “Hot Space”, que apesar de recebido com indiferença, representou a primeira e única parceria dos Queen com outro artista. A faixa “Under Pressure” contou com a participação especial de David Bowie e tornou-se um sucesso. É nesta fase que deixam de ter a frase “sem sintetizadores” na capa dos álbuns e em que há um afastamento entre os elementos do grupo, com cada um a iniciar a sua carreira a solo.

Voltaram em força em 1984 com o álbum “The Works”, que resultou nos sucessos “Radio Ga Ga” e “I Want to Break Free”. No entanto, foram alvo de grande crítica por parte da imprensa mundial e acabaram por fazer algumas presenças com o objetivo de melhorarem a sua imagem. Foi neste ano que realizaram a atuação memorável no Rock in Rio no Brasil para 250 mil pessoas. E mais tarde participaram no grande espetáculo beneficente Live Aid para as vítimas da fome em África, que foi considerado o mais memorável de todos. Em 1986 lançaram o disco “A Kind of Magic” com músicas de sucesso como “Who Wants To Live Forever” e “Friends Will be Friends”. Seguiu-se o lançamento de “The Miracle”, que ficou mais conhecido pela complexidade da capa, muito elevada para a época, do que pelo conteúdo musical.

1991 - 2001

Em 1991 começaram a surgir os primeiros rumores sobre o estado frágil de Freddie e a possibilidade de ter SIDA, o que foi continuamente negado. Gravaram o álbum “Innuendo” com as famosas faixas “The Show Must Go On” e “These Are The Days Of Our Lives”, consideradas mais sérias e reflexivas pela imprensa musical. Em novembro desse ano, 12 horas antes de morrer, Freddie Mercury anunciou ao mundo que tinha SIDA e morreu aos 45 anos vítima de broncopneumonia. Seguiram-se vários concertos de tributo à lenda, em 1992 o “The Freddie Mercury Tribute Concert”, que reuniu nomes sonantes da música como Elton John, Extreme, Guns N’ Roses, George Michael ou Metallica, que juntamente com os restantes elementos do grupo cantaram os grandes êxitos da banda.

Em 1995, quatro anos após a sua morte foi lançado o último álbum de inéditos chamado “Made in Heaven”. A banda continua a tocar pontualmente (menos Deacon, que saiu depois de gravar a faixa de tributo a Freddie “No One But You”, em 1997). Em 2001, os Queen entraram para o Rock and Roll Hall of Fame.

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