Gaming no Feminino

Gaming: este mundo também é delas


Num universo de gaming dominado por homens, “D7” e “Soshy” são algumas das jogadoras de Esports que se tentam destacar em Portugal. Já ouviram várias vezes comentários como “vai fazer-me uma sandes” e “este jogo não é para mulheres”, mas elas não têm medo, dão luta e querem mostrar que estão aqui para ganhar, independentemente do género.


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A indústria do gaming profissional é cada vez maior e mais diversa. Por cá, já se estima que o mundo dos Esports valha mais de 250 milhões de euros. Do Fortnite ao FIFA, são vários os videojogos que reúnem fãs de todas as idades e de todas as partes do mundo. Para os mais aplicados, há até quem faça do gaming uma carreira. Mas, ao contrário daquilo que se pensa, este não é só um universo masculino. Entre aqueles que se reúnem em competições para jogar em consolas ou computadores, estima-se que 35% sejam raparigas. Mas quem pensa que elas são o sexo mais fraco, está enganado.


Gaming no feminino em Portugal

Por cá, são várias as raparigas que se dedicam aos videojogos. Numa altura em que se celebra o sexo feminino, o Worten Game Ring foi falar com a Ana “Soshy” Castro e Marta “D7” Asensio e perceber um bocadinho melhor o lado das miúdas que não tiveram medo de quebrar tabus. A “Soshy” tem 25 anos e admite que o gosto pelos videojogos chegou apenas há cerca de 10 anos, mas rapidamente quis chegar mais longe. Já a “D7” conta que começou a jogar quando tinha 6 anos e que, desde então, não parou. Agora, Soshy e D7 são duas das principais jogadoras de CS:GO em Portugal, integrando a EGN Esports e os Vodafone Giants, respetivamente.


Diferentes mas todos iguais


Nunca hesitaram em arriscar quando surgiu a oportunidade, mas, para elas conseguirem vingar no mundo dos Esports, houve vários obstáculos que tiveram de ultrapassar. Entre os insultos e o preconceito, “D7” confessa que se sente discriminada por ser rapariga praticamente todos os dias. ”Vai fazer-me uma sandes” ou “este jogo não é para mulheres” são algumas das coisas que ouvimos. Os comentários ordinários são uma constante no dia-a-dia de uma mulher que joga videojogos. Mas sei que são feitos por pessoas que têm dificuldades em aceitar que as raparigas conseguem ser melhores do que os rapazes e que realmente podem vingar no mundo do gaming profissional».


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“Soshy” também confirma que as “bocas” são constantes, mas as duas jogadoras de Esports concordam que a melhor estratégia para lidar com este assédio é não dar importância. «Ouvir coisas por ser rapariga é algo comum, mas o meu cérebro ignora automaticamente porque é algo desnecessário e irrelevante para a minha evolução.» Atualmente, existem torneios femininos e masculinos de Esports. Para as profissionais, isso é um dos fatores que ajuda a acentuar a discriminação entre rapazes e raparigas. Ambas admitem existir uma discrepância no nível e nas skills e concordam que não deveria ser assim.


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