As redes sociais que passaram de moda
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Social Media
Digital Culture

As Redes Sociais
Que passaram de moda

Se, hoje em dia, Facebook, Instagram, Twitter e, mais recentemente, o TikTok estão no top de redes sociais mais utilizadas, a verdade é que nem sempre foi assim. Para quem navega na internet há mais tempo sabe que já houve várias plataformas que serviam para conectar amigos e desconhecidos, mas que acabaram por sair de moda, e algumas já nem sequer existem. Será que ainda te lembras delas?

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Tudo começou com o MySpace

Ainda que haja várias discussões sobre qual foi a primeira rede social a ser criada ou a chegar a Portugal, a verdade é o MySpace pode ser considerada a primeira a ganhar popularidade de forma massificada por cá, e em todo o mundo. Nascido em 2004, estima-se que o site tenha tido mais de 300 milhões de utilizadores em todo o mundo, e mais de 500 mil em Portugal. A ideia inicial surgiu de três amigos que trabalhavam numa empresa de marketing digital, Tom, Jon e Chris, e que tinham como objetivo fazer frente ao Friendster, uma rede social que pretendia ligar pessoas numa plataforma centralizada. Mas os criadores queriam fazer algo diferente, que estimulasse mais o lado social. A solução foi criar uma plataforma que permitia uma rede de interações entre perfis pessoais, fotos, músicas e vídeos enviados por utilizadores. O site foi crescendo e começaram a chegar artistas que viam no MySpace uma oportunidade para promover o seu trabalho, e empresas que queriam explorar o potencial de negócio. No ano seguinte à sua criação, já havia um milhão de utilizadores no MySpace e, em 2005, o número era 22 vezes maior, e aumentava de dia para dia a um ritmo frenético. O MySpace acabou por se espalhar por todo o mundo e o próprio site foi-se desenvolvendo.

Ainda assim, com o passar dos anos, a evolução não foi suficiente e começaram a surgir outras redes sociais que ameaçavam o domínio do MySpace. Uma delas foi o tão conhecido Facebook que, em 2009, começou a ganhar a atenção das massas. Entretanto apareceram também o Twitter, o Instagram, o Pinterest e o Youtube, e o MySpace foi passando de moda. Em 2019, a rede social voltou a estar nas tendências, mas não foi pelas melhores razões. Devido a uma migração de servidores, a empresa responsável pelo MySpace anunciou que todo o conteúdo publicado antes de 2016 tinha sido perdido. Entre vídeos, fotos, músicas e publicações, muitos utilizadores viram as suas primeiras memórias numa rede social ser apagada.

O Hi5 foi a primeira experiência para muitos

Se fazes parte das primeiras camadas da geração Z, o mais provável é que a tua primeira conta numa rede social tenha sido no Hi5. O site foi lançado no início de 2004 e permitia aos seus utilizadores criar uma página pessoal, indicar quais informações pessoais e quais eram os seus interesses. Depois, a personalização ficava ao critério de cada um. Podias carregar imagens e criar álbuns de fotografias, instalar um leitor multimédia para reproduzir as músicas preferidas, e o site permitia que fizesses um “Top Friends” com o nome dos teus melhores amigos.

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2009 foi o último ano em que o Hi5 foi considerado o site mais visitado pelos portugueses, posição que já havia ocupado anteriormente. Estima-se que perto de 3 milhões de pessoas tivessem frequentado a plataforma, só no primeiro semestre desse ano. Esta foi a rede social que tornou as fotos de pés num trend e que mostrou a muitos a palavra “lol” pela primeira vez. Mas, assim como o MySpace, também acabou por cair em desuso, e foi para a sombra do gigante Facebook. O site ainda está ativo, mas mudou ligeiramente a sua estratégia. Hoje em dia, mais do que uma rede social, quem aceder ao Hi5, vai encontrar algo mais parecido a um site de encontros amorosos. Ainda assim, vale sempre a pena ir recuperar o perfil que foi abandonado há anos, quer pela nostalgia, como pelas pérolas que lá vais encontrar.



Nunca vamos esquecer os alertas do MSN

Ainda que as redes sociais de que falámos até agora permitissem que fizesses publicações e comentasses aquilo que os teus amigos partilhavam, há uma plataforma com um intuito diferente que liderou durante anos: o MSN, também chamado de Windows Live Messenger. Mas não foi a primeira a investir o campo do chat. O pioneiro das aplicações de mensagens instantâneas foi o ICQ, criado em 1996, mas que, em Portugal, acabou por não ganhar assim tanta popularidade. No que diz respeito ao MSN, o programa foi criado pela Microsoft e nasceu em 1999 como uma forma mais fácil de teres uma conversa rápida com alguém através da internet, sem as formalidades de um típico email. A aplicação estava integrada no serviço de email Hotmail e, depois de criares o teu perfil, permitia adicionares os teus contatos virtuais e ver quando é que eles estavam online e disponíveis para conversar.

Mas a magia do MSN ia muito para além de uma simples conversa de chat. A opção “Chamar a atenção” permitia que os utilizadores mandassem um alerta à pessoa com quem estavam a conversa, para que ela visualizasse e respondesse mais rápido à mensagem. Para além disso, o MSN também veio fazer com que muitos se tornassem descodificadores de nicknames, com datas, letras, ou até mesmo emoticons cujo significado era difícil de decifrar. A aplicação permitia ainda um ‘subnick’, muitas vezes utilizado para partilhar a música que o utilizador ouvia no momento. Em 2013, a Microsoft anunciou que ia encerrar a plataforma e que todas as contas de utilizador iriam ser migradas para o Skype. O serviço de mensagens instantâneas acabou por ser desativado e, como balanço final, estima-se que 323 milhões de utilizadores fizeram parte da geração MSN.

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Foi no Tumblr que aprendemos o que era estética

Esta última rede social é certamente mais familiar para os mais novos e foi uma versão mais moderna dos blogs que estiveram na moda na primeira década de 2000. O Tumblr surgiu originalmente em 2007, sob a premissa de ser uma plataforma onde os utilizadores podiam publicar textos, imagens, vídeos, áudios e partilhar todo o tipo de conteúdo na sua página pessoal. Em 2011, 4 anos depois da plataforma abrir portas, o site já alcançava a marca dos 10 mil milhões de posts exclusivos e a febre do Tumblr continuou a crescer por todo o mundo. O sucesso devia-se ainda às possibilidades ilimitadas no que diz respeito à personalização da plataforma. Assim, no Tumblr havia espaço para todo o tipo de pessoas com os mais variados interesses.

Com as opções de seguir outros utilizadores, gostar dos seus posts ou “reblogar” publicações, cada página de Tumblr era diferente, podendo conter diferentes widgets ou designs. Havia quem optasse por basear a sua página num único tema, que podia ser uma banda, um desporto ou um estilo estético, ou quem preferisse utilizar para partilhar todo o tipo de conteúdo de que gostava. Conhecido pela liberdade no que diz respeito aos mais variados posts, o Tumblr acabou por mudar a sua estratégia liberal em 2018, quando a plataforma decidiu banir todo o tipo de material adulto e erótico. Se antes o Tumblr já tinha verificado uma queda na popularidade, também devido à ascensão de redes sociais como o Pinterest e o Instagram, a queda só se intensificou. Atualmente, o site pertence à Automattic, que também é dona da plataforma WordPress, e continua de braços abertos para receber aqueles que quiserem voltar.

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