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Como foi a evolução das consolas portáteis

“Lembras-te da tua primeira consola?” - Quase todos temos uma memória, mais ou menos forte, da primeira vez que jogámos videojogos. Para os millennials, que nasceram numa época em que as consolas se estavam a tornar numa das principais formas de entretenimento, estas memórias prolongaram-se desde a infância até serem jovens adultos (e muitas vezes continuam pela vida adulta fora). Às consolas associamos momentos da infância com os nossos amigos, nos intervalos da escola ou ao final do dia, e as longas horas nas férias em que chegar a um certo nível de um jogo era tudo o que importava. Nesta breve cronologia das consolas portáteis poderás (re)encontrar algumas daquelas que te deram memórias inesquecíveis.

Primeiras consolas

Existe algum debate entre qual é que pode ser considerada a primeira consola lançada no mercado.Em 1976, a Mattel lançou o que muitos consideram ser a primeira consola portátil, com o jogo Auto Race. Este consistia em correr com um ponto iluminado enquanto se tenta ultrapassar os outros adversários (também ele representados por pontos). Este foi um sucesso por parte da empresa que era mais conhecida pelas suas Barbies e os seus Hot Wheels.
Em 1979, a Milton Bradley apresentou o Microvision que, apesar da sua performance limitada, foi a primeira consola a juntar os controlos e ecrã num único produto. No ano seguinte, a Nintendo que viria a tornar-se a rainha das consolas nas décadas seguintes, desenvolveu uma série de jogos ao qual chamou “Game and Watch”; foram um sucesso durante a década de 80, nomeadamente com jogos da saga Mario Bros. Já à beira da década de 90, a Nintendo lançou, em 1989, aquela que seria a primeira consola a tornar-se um fenómeno global - o Game Boy -, que incluía jogos como o Tetris e o Pokémon. No mesmo ano, a Atari lançou o Lynx que, apesar de ser a primeira consola a apresentar um ecrã a cores, não se aproximou do sucesso que o Game Boy teve.



Consolas dos Anos 90

Esta década foi marcada pela crescente hegemonia da Nintendo nesta indústria e pela tentativa de várias empresas de desafiarem o “campeão”. Nesta luta destacou-se a Sega, que foi introduzindo sucessivos modelos para competir com as novas gamas do Game Boy. O primeiro surgiu em 1991; chamava-se Game Gear e já apresentava também um ecrã a cores. O segundo apareceu em 1995 e intitulava-se Nomad. Era, no fundo, uma versão portátil da consola Sega Genesis e foi a primeira capaz de ameaçar a Nintendo (apesar da sua fraca bateria), por “culpa” do maior número de jogos que tinha disponível e do preço mais baixo. Por outro lado, a Nintendo, não se deixou ficar. Lançou, em 1998, o Game Boy Color que já “corria”” todos o jogos da sua biblioteca a cores e que, mais uma vez, foi um sucesso.

Consolas Anos 2000

Com a entrada no novo milénio a Nintendo encontrou novos rivais para as inovações que foi desenvolvendo. Por um lado, a empresa japonesa foi muito bem-sucedida com a sua gama de consolas portáteis dobráveis: primeiro com o Game Boy Advance em 2001 (a versão SP) e depois com a Nintendo DS em 2004, que apresentava dois ecrãs jogáveis bem como a possibilidade de integração de jogos das gamas anteriores com os mais recentes. Por outro lado, a Sony surpreendeu todos com o lançamento da Playstation One Playstation One e da Playstation II, consolas que todos os gamers passaram a ter em casa, e acabou por criar uma boa base para o sucesso posterior da sua consola portátil. A Playstation Portable (PSP), lançada em 2005, conseguiu finalmente competir com a Nintendo, algo que nenhum outra empresa tinha conseguido alcançar nos últimos anos; a “prova dos nove” foi ter conseguido ultrapassar a Nintendo em vendas em alguns países. A PSP tinha o software mais avançado da altura e os seus jogos também eram os primeiros a vir no formato de discos.

Consolas Anos 2010

A década atual tem sido marcada pela predominância destas duas empresas nesta indústria, a Sony e a Nintendo. Em 2011, a Nintendo lançou a Nintendo 3DS que, além da compatibilidade com jogos de modelos anteriores, dispunha de um efeito 3D como não tinha sido visto antes em jogos e já incluía uma loja online (eShop) onde jogadores podiam comprar títulos, demos e outras aplicações. Em 2012, a Sony respondeu anunciando a sucessora da PSP - a Playstation Vita. Além de melhorias no software, as versões seguintes desta gama tinham ligação direta à Playstation 4 através de um funcionalidade chamada Remote Play, que permitia jogar jogos desta consola na PS Vita. Contudo, em anos recentes a Sony tem vindo a perder cada vez mais terreno para a Nintendo e tem-se focado cada vez mais na experiência das suas “consolas domésticas”. Na trajetória oposta, a sua rival consolidou ainda mais a sua liderança com o lançamento da Nintendo Switch em 2017. Pode ser jogada tanto de forma portátil como de forma sedentária, ligando-se a uma televisão, e permite que se jogue online com uma simples ligação Wi-Fi ou 3G.

Qual o futuro das consolas portáteis?

Num mercado atualmente dominado pela Nintendo, os próximos passos para as consolas portáteis terão de passar pelas tecnologias que estão a mudar a indústria do gaming de uma forma geral. A aposta em funcionalidades com realidade virtual (VR) tem sido visto como o futuro para qualquer marca que queria ser bem-sucedida. Modos de jogo em que os jogadores, em vez de tomarem decisões através de botões num comando, possam experienciar o jogo como se fizessem parte do mesmo vão passar da exceção a regra em poucos anos.

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