criatividade
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Yes,

She Can

A ideia partiu de Maia Weinstock, uma editora e escritora norte-americana que escreve sobre temas relacionados com ciência. Em 2017, Maia decidiu submeter ao site Lego Ideas, uma plataforma aberta de colaboração em que os fãs da marca podem propor novas ideias, a proposta de criar figuras que representassem mulheres de sucesso nas profissões STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). A proposta foi acolhida com entusiasmo pelos fãs da Lego e isso traduziu-se em ser a mais votada num concurso que a marca promove duas vezes ao ano.

As cinco novas figuras, cuja coleção chegou ao mercado já em 2018, incluem representações das astronautas e físicas Sally Ride e Mae Jemison, da engenheira de computação Margaret Hamilton, da astrónoma Nancy Grace Roman e da matemática e física Katherine Johnson, mulheres da ciência e da engenharia cuja história é contada no filme Hidden Figures - Elementos Secretos.

Tanto o filme como a coleção são apenas evidências mediáticas de uma realidade quotidiana: há cada vez mais mulheres na ciência e na tecnologia. Longe vão os tempos em que as grandes escolas de engenharia eram quase exclusivamente masculinas e em que a presença de mulheres em cursos, empresas ou funções na esfera da tecnologia era uma exceção. É uma das áreas onde sabe bem poder dizer que o mundo mudou e que todos estão a ganhar com isso.

Em Portugal, das grandes empresas às startups e às universidades, são várias as mulheres que lideram projetos na área tecnológica. “Nem só de homens se fazem os unicórnios e nem só de homens se desenvolve e alimenta um ecossistema como a comunidade empreendedora nacional. Há muitas mulheres envolvidas, de engenheiras a marketers, de fundadoras a exploradoras insaciáveis, e a realidade é que as mulheres são parte integrante de todos os casos de sucesso reconhecidos na comunidade tecnológica nacional”, escreve Liliana Castro na apresentação da plataforma Portuguese Women in Tech.

Porque felizmente já não são a exceção, não podemos aqui contar a história de todas as mulheres que hoje dão cartas na tecnologia e na inovação, mas selecionamos cinco cujo percurso vale a pena acompanhar.

Clara Gonçalves, diretora-executiva da UPTEC

Clara Gonçalves é engenheira agrónoma. Trabalhou nesta área, na indústria, em grandes empresas. Um dia, ainda poucos sabiam o que eram startups, decidiu fazer um mestrado em Inovação e Empreendedorismo na Universidade de Aveiro. Daí a concorrer a um lugar no Gabinete de Apoio à Transferência de Tecnologia na Universidade do Porto foi um ano. E é depois disso que é convidada para um projeto que estava a nascer então: o parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto. Foi assim que Clara Gonçalves entrou na UPTEC, em 2007. É há mais de dez anos a diretora executiva de um dos pólos mais dinâmicos de inovação e de empreendedorismo do país por onde já passaram quase 500 projetos empresariais.

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Cristina Fonseca, fundadora da Talkdesk

Nasceu numa cidade pequena, perto de Fátima, e desde pequena que sonhou em explorar o mundo. Tudo aconteceu provavelmente mais cedo do que imaginaria. Aluna de engenharia no Instituto Superior Técnico concorreu com um colega - e depois sócio - a um concurso de ideias em que o prémio era simplesmente um PC. Ganharam o concurso e, sobretudo, ganharam uma exposição que não podiam antecipar. Cristina Fonseca tornou-se assim uma das fundadoras da Talkdesk, empresa que em sete anos se tornou uma referência nas startups nacionais, e conquistou lugar no ranking 30 Under 30 da Forbes.

Entretanto decidiu tirar um ano sabático - para viajar, aprender e estar com quem gosta. “A viagem na Talkdesk foi incrível. Construímos uma empresa do zero até aos 150 empregados, conseguimos angariar mais de 24 milhões de dólares, ganhar clientes que nos orgulham todos os dias e desafios que nos fizeram crescer tremendamente. Também me permitiu conhecer muita gente interessante e fazer amigos incríveis”, escreveu quando anunciou que saía da empresa que fundou.

Daniela Seixas, fundadora da TonicApp

Daniela Seixas é médica e gosta de tecnologia desde que se conhece. Tem um PhD em Neurociências pela Universidade de Oxford e um MBA pelo IE Business School em Madrid. É fundadora e CEO de uma das startups de que se fala, a TonicApp. É um curriculum à prova de bala de um nome de que certamente ainda vamos ouvir falar.



Teresa Fernandes, head of innovation da Farfecth

É atualmente a líder da inovação no primeiro unicórnio português, a Farfecth, e o rosto do programa de aceleração da empresa, o Dream Assembly. Lisboeta, foi estudar informática para Braga aos 18 anos. Trabalha há anos com projetos de inovação, foi administradora da Portugal Ventures e liderou o marketing estratégico da AICEP. Será justo dizer que é das pessoas que melhor conhece o ecossistema de startups e de inovação em Portugal.

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Ana Teresa Lehman, secretária de Estado da Indústria

Ana Teresa Lehmann herdou as pastas das 'startups' e da Web Summit do seu antecessor João Vasconcelos, mas rapidamente imprimiu o seu estilo. A atual secretária de Estado da Indústria, um cargo durante décadas visto como de perfil “masculino”, antes de chegar ao Governo foi diretora da InvestPorto (entre 2014 e 2017), entidade que depende diretamente do presidente da Câmara do Porto. Foi também vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), presidiu à Autoridade de Gestão do Programa Operacional de Cooperação Territorial Espaço Atlântico e foi pró-reitora da Universidade do Porto com responsabilidades nas áreas do planeamento estratégico, das relações e participações empresariais. Tudo isto a par com a participação em várias organizações internacionais e um leque de várias graduações académicas.

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