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Lançamento dos
novos iPhone 2018

Após o salto de gigante que a Apple deu com o iPhone X, o mundo tech aguarda ansiosamente pelo seu sucessor. Ou melhor, sucessores. Conheça algumas das suas características, preços e datas de lançamento previstas.

2017 foi um ano de charneira para a divisão de smartphones da Apple. Acomodada a uma posição de liderança de mercado, a gigante de Silicon Valley começou a sentir o acossar da concorrência e viu-se forçada a inovar. Quebrando o ciclo de lançar uma versão iterativa do iPhone e o seu complemento “Plus” anualmente, a empresa de Cupertino apresentou três modelos: o iPhone 8, o iPhone 8 Plus e o iPhone X. Este último inaugurou um novo design futurista com características inovadoras e abriu caminho para um novo rumo para os modelos vindouros, sendo uma iniciativa celebratória dos 10 anos de existência desta famosa linha de telemóveis.

Mas um investimento destes teve um custo: esse mesmo, o elevado preço. Comercializado acima dos 1.100 euros, o iPhone X foi uma aposta arriscada mas que compensou, mas não completamente. Olhando para dados mais recentes, a Apple teve o seu melhor terceiro trimestre (termina a 30 de junho) de sempre, registando 53,3 mil milhões de dólares em receita total e um resultado líquido de 11,5 mil milhões de dólares, um aumento de 17% e 32%, respetivamente, face ao período homólogo em 2017. A responsabilidade destes valores não é exclusiva mas é amplamente tida pelo iPhone X, tanto que Tim Cook, o CEO da Apple, disse que este modelo ajudou a subir o preço médio dos iPhones, de 606 para 724 dólares, um aumento de quase 20%.

Contudo, nem tudo são boas notícias. Apesar de ter registado lucros muito elevados e de ter sido o modelo mais popular do mundo no primeiro trimestre de 2018 (de outubro e dezembro de 2017, segundo o ano fiscal da Apple), o iPhone X ainda assim vendeu menos que o esperado e não criou um superciclo de vendas que o seu propósito festivo supunha. De acordo com os dados da IDC (International Data Corporation), neste terceiro trimestre vendeu 41,3 milhões de iPhones, um aumento magro face ao número do período homólogo no ano passado, 41 milhões, e a Apple viu-se ultrapassada pela Huawei, que vendeu 54,2 milhões de unidades e subiu ao segundo lugar do pódio mundial, cujo topo é ocupado pelos 71,5 milhões comercializados pela Samsung. Sendo grande parte da causa o preço, outros fatores, como a saturação do mercado e ao caráter cada vez mais tardio com que os consumidores atualizam os seus smartphones.

É por isso que a Apple parece querer voltar a repetir a façanha de 2017 e baralhar o panorama dos smartphones, ao planear novamente três modelos. A máquina de rumores têm estado em roda viva desde o início do ano e, mesmo não havendo assim tantos detalhes, já se sabe quais as características fundamentais de cada telemóvel: se dois deles pretendem ser sequelas melhoradas do iPhone X - uma delas uma versão “Plus” -, é o terceiro que promete agitar as águas porque poderá ser uma versão “budget”, ou seja, mais barata. Aliás, naquela que aparenta ser uma das mais audazes iniciativas que a Apple tem empreendido, a empresa deverá proceder a uma redução de custos nestes três novos lançamentos.

Volte-face ao que tem sido a política da empresa até agora, esta parece ser uma medida para subir a quota de mercado, focando-se menos num incremento de performance e mais em novos formatos para recuperar ex-consumidores e convencer novos. Já se sabe que os lançamentos da Apple são sempre acompanhados de grande antecipação, mas a profusão de boatos quanto à versão budget em relação às outras duas não é de estranhar. Este é mesmo o telemóvel que mais hype tem gerado, pois, no fundo, é um iPhone X bastante mais em conta, que tem um aspeto premium não o sendo. A acessibilidade, contudo, implicará contrapartidas, e para baixar custos será necessário criá-lo sem o mesmo poderio nem as mesmas características de topo dos seus congéneres.

A data de apresentação destes modelos não deverá fugir daquilo que tem sido o calendário da Apple, apontando-se que o Keynote possa decorrer na primeira ou na segunda semana de setembro. Tim Cook gostaria que estes telemóveis fossem mantidos no mais absoluto secretismo até à sua revelação, mas já há muitas informações disponíveis.

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Características dos novos iPhones 2018

É arriscado identificar estes modelos com um nome específico, porque a verdade é que ainda não há confirmações oficiais. A sequela do iPhone X tem sido chamada iPhone Xs, iPhone X2 e iPhone 11, sendo que a sua companhia mais poderosa é batizada, sem surpresas, com nomes como iPhone X Plus, iPhone Xs Plus ou iPhone 11 Plus. Já a versão budget tem sido alvo de denominações mais criativas, como iPhone SE Plus e iPhone SE (2018), num retornar à linha S, ou até iPhone 9, já que a cronologia da Apple saltou o iPhone 8 para o X. Uma outra opção poderá ser dar-lhe simplesmente o nome iPhone, como tal como outros modelos de entrada da empresa se chamam apenas iPad ou iMac.

Os três telemóveis terão todos eles especificações técnicas diferentes, mas há algo que os une: o design do iPhone X, ainda que em dimensões distintas. Tendência que tem acompanhado os smartphones das grandes empresas, este trio deverá ter ecrãs edge-to-edge, um notch - a secção no topo do ecrã onde se encontra o Face ID, os sensores, o recetor e a câmara interior - e bezels - as cada vez mais diminutas molduras do ecrã - quase inexistentes.

Alguns jornalistas tiveram acesso a diagramas esquemáticos que demonstram os tamanhos dos ecrãs dos três smartphones e já surgiram na internet vídeos e imagens com modelos de teste que confirmam essas medidas. O sucessor do iPhone X deverá ter 5.8 polegadas e o Plus poderá chegar às 6.5 polegadas, ambos detendo displays em OLED. A confirmarem-se os boatos, a versão Plus será o maior phablet de sempre da Apple, com um enorme ecrã assente num corpo de 157.2 x 77.1 mm, uma ginástica impressionante face ao iPhone 8 Plus, que tinha maiores dimensões (157.2 x 77.1 mm) e um ecrã mais pequeno (5.5 polegadas). Já o budget registará umas não menos impressionantes 6.1 polegadas, medindo 147.12 por 71.52 mm, ou seja, será maior que o atual IPhone X - 143.6 x 70.9 mm - e com o ecrã em LCD, recorrendo a chips de LED em 0.3t da empresa japonesa Nichia para reduzir a retroiluminação e manter as margens o mais finas quanto possível. As três versões vão ter cobertura de vidro atrás, o que significa que vão suportar carregamento wireless, sendo que a diferença é que o Plus e o X2 vão ter inserts de aço inoxidável e o budget terá esse material substituído por alumínio.

A dimensão, todavia, não é a única questão estética que introduz variáveis interessantes. De acordo com leakers com um historial fidedigno, a versão budget poderá seguir as pisadas do 5C, ao ser apresentada em múltiplas cores. Para além do cinzento e do branco, cores como azul, vermelho, laranja poderão ser algumas das tonalidades que poderão adornar este smartphone. A diferença é que, ao contrário desse modelo mais antigo, cuja secção colorida se encontrava na capa de policarbonato, estes modelos poderão ser integralmente coloridos. O X2 e o Plus também terão novidades, mas menos. Para além das cores de base - branco e cinzento - a Apple retornará com uma matiz dourada.

Ainda há poucas notícias quanto às novidades ao nível das especificações técnicas de cada um dos telemóveis, mas alguns rumores começaram a surgir recentemente. Para já, é certo que os três já contem com o novo sistema operativo iOS 12 e que o Face ID regresse. Uma das mais estrondosas inovações que a Apple implementou nos últimos anos, o sistema de segurança por identificação facial deverá ter uma ter uma atualização de segunda geração, que funcionará muito mais rápido, a ser introduzida nos modelos de topo. Para o modelo budget, espera-se que mantenha a mesma versão inicial.

É no que toca a hardware que a questão se encontra envolta em mistério, como, por exemplo, os chips de processamento. Duas versões contraditórias podem ser encontradas nos websites da especialidade. Uma diz que os processadores vão ser os novos XMM 7560 da Intel, já que a Apple deixou de trabalhar com a Qualcomm. A confirmar-se, estes são os primeiros da empresa a suportar CDMA (Code Division Multiple Access, ou Acesso Múltiplo por Divisão de Código) e, sendo produzidos num processo de 14 nanômetros, poderão chegar a velocidades de download de 1Gb por segundo e permitir 35 faixas LTE. Outra versão, especificamente concernente aos modelos iterativo, defende que o chip será o novo A12, um six-core que será o primeiro de 7 nanômetros, criado pela TSMC. Já o budget voltará a utilizar o A11 Bionic que o iPhone X estreou.

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O que se sabe é que o website francês iGeneration reparou que os resultados de performance do futuro iPhone X Plus se encontram no website de testes Geekbench e representam o menor aumento de capacidade de processos de sempre de um iPhone: mais 10% em performance single-core e mais 5% em performance multi-core que os últimos modelos. Contudo, o mesmo site revela uma melhoria de 3 para 4 GB de RAM e que haverá um aumento de eficiência assegurado com o iOS 12, como o aprofundamento das funções da Siri, por exemplo.

Outra questão que tem provocado discussão online prende-se com as câmaras traseiras que figurarão nestes lançamentos. Um rumor inicial defendia que o X2 voltaria às duas câmaras como o iPhone X, mas que o modelo Plus seria o primeiro da Apple a arriscar subir para três o número de dispositivos - algo que a Huawei já conseguiu com o seu P20 Pro. Os diagramas esquemáticos apontavam nesse sentido, mas cada vez mais provas - incluindo as ditas fotografias dos modelos experimentais - começaram a dar conta de que a Apple vai jogar pelo seguro e manter esse trunfo para 2019. Quanto à versão budget, vai contar apenas com um exemplar, ou seja, não vai contar com 3D Touch e pode querer dizer que não vai ter lente telefoto.

Aquilo que já parece ser uma certeza é a estreia da Apple a utilizar tecnologia dual-SIM nos seus telemóveis. Um dos mais suculentos boatos que têm persistido desde que o ano começou, a empresa tem tentado manter o secretismo, mas foi traída pelas linhas de código da versão beta 5 para programadores do seu iOS 12. Alguns jornalistas repararam que há referências não só a tecnologia dual-SIM como até a um tabuleiro para dois cartões nessas linhas de código, o que significa que estes telemóveis não apenas suportarão um só SIM e um SIM electrónico mas que está planeada a criação de smartphones com a capacidade de conter dois cartões físicos. Longe de ser uma novidade no mundo Android, esta é uma medida há muito requerida pelo setor empresarial, com tendência a viajar com frequência e a ter de mudar de operadores. Outro dado que as linhas de código já deixaram escapar é que a versão Plus, dado o seu tamanho, terá uma resolução de ecrã em 1242x2688, o que vai permitir usar o modo landscape (na horizontal) dos iPad e ter apps optimizadas para isso.

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A outra grande novidade, referente aos três modelos, é que todos eles terão finalmente carregamento rápido e os seus carregadores já virão com a compra. Os acessórios de 18W já integrarão a tecnologia USB-C to Lightning, mas serão um exclusivo de lançamento. A parca quantidade produzida apenas chegará para os lançamentos, não estando ainda disponíveis para venda avulso. Um rumor não tão positivo é o de que a Apple irá tornar o carregamento rápido incompatível com outros carregadores third-party, fazendo-o ao adicionar uma autenticação C-AUTH aos smartphones para que apenas os carregadores licenciados possam fazer carregamento rápido. Desta forma, ao modificar o standard, baixará a potência dos carregadores não licenciados de 18 para 5W ou até para 2,5W, tornando-os carregadores lentos.


Preço dos novos iPhones 2018 em Portugal

O que se sabe é que o website francês iGeneration reparou que os resultados de performance do futuro iPhone X Plus se encontram no website de testes Geekbench e representam o menor aumento de capacidade de processos de sempre de um iPhone: mais 10% em performance single-core e mais 5% em performance multi-core que os últimos modelos. Contudo, o mesmo site revela uma melhoria de 3 para 4 GB de RAM e que haverá um aumento de eficiência assegurado com o iOS 12, como o aprofundamento das funções da Siri, por exemplo.


Data de lançamento dos novos iPhones em Portugal

Ditam os últimos rumores que a Apple lança os seus iPhones duas semanas depois da apresentação. No entanto, desta vez é possível que ocorra algo semelhante ao que se sucedeu em 2017, já que, nesse ano, a empresa revelou o iPhone X em setembro mas apenas o lançou em novembro. Neste caso, é a versão budget que poderá chegar tardiamente ao mercado. O jornal económico Barrons obteve informações de Katy Huberty, analista da Morgan Stanley, de que o iPhone X2 e o X Plus estão a cumprir os prazos mas que a produção em massa da versão budget sofreu um atraso de um mês devido a um problema na retroiluminação LCD, o que se saldará numa data empurrada algures para novembro.

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