Nómadas Digitais
Digital Nomads
Digital Culture

Nómadas Digitais

Mais que trabalho, um estilo de vida

A promessa é que a tecnologia nos traria mais liberdade e menos horas de trabalho. Mesmo que não da forma exata como se pensava, a profecia concretizou-se. Sobretudo se substituirmos a palavra “liberdade” por “mobilidade”, essa possibilidade de estar em movimento e ligado ao mundo onde quer que se esteja, mesmo que desligado da ficha. Um smartphone é quanto basta para que isso seja possível.

Neste mundo em que não precisamos de estar ligados à ficha, cada vez mais pessoas percebem que podem trabalhar a partir… de qualquer sítio. Haja rede de internet, que é, também hoje, não só um recurso disponível em praticamente toda a parte como transportável. Se somarmos à tecnologia que cabe na palma da mão e às comunicações abertas uma cultura de startups que representa oportunidades de trabalho em praticamente todo o mundo, é fácil de entender o nascimento desta nova “espécie” profissional: os nómadas digitais.

O que os carateriza? Em primeiro lugar, uma vontade de aliar o trabalho à liberdade de escolher onde trabalhar, seja esse “onde” dentro de uma mesma cidade ou país – mas sem escritório fixo –, seja em viagem pelo mundo. Cumprindo com os prazos acordados e mantendo, inclusive, alguns rituais típicos da “vida de escritório”, como as reuniões, só que à distância, recorrendo às possibilidades que a tecnologia e as comunicações oferecem quase 20 anos volvidos desde o início do segundo milénio.

Sendo um estilo de vida que seduz cada vez mais pessoas, é ainda uma forma de trabalhar associada a algumas profissões em particular. A tribo do digital lidera a lista, sendo composta por um grupo relativamente heterogéneo de pessoas, unidas pela destreza no uso de tecnologia e das suas ferramentas. Estamos a falar de engenheiros programadores, designers, profissionais de marketing digital, mas também de bloggers, fotógrafos, jornalistas.

As cidades, por seu lado, preparam-se cada vez mais para “dar casa” a estes habitantes temporários ou intermitentes. Seja “casa” no sentido literal, em que plataformas como o Airbnb se tornam parceiros de vida, seja “casa profissional”, em espaços como incubadoras e coworks, que permitem reservar ao dia (ou mesmo por horas) uma mesa e uma cadeira, ou uma sala de reuniões. Em Lisboa, locais como a Second Home, no Time Out Market, ou o recém-inaugurado LACS, junto à Rocha Conde de Óbidos, são boas ilustrações deste modo de vida. Em ambos será natural encontrar quem esteja de passagem, por um dia ou por um mês, em grupo ou sozinho, falando português ou qualquer outro idioma.


Não se sabe quantos são ao certo os nómadas digitais, mas a perceção é que é um grupo em crescimento. Prova disso é também o facto de surgirem novos negócios a pensar nestas pessoas em movimento pelo mundo, sejam empresas que promovem a ligação entre profissionais em modo nómada e organizações à procura das suas competências sem preocupação de os fixar a um lugar ou simples comunidades – como a DigitalNomads.PT.

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Os benefícios pessoais parecem óbvios e as empresas que recrutam nómadas também ganham com a diversidade e flexibilidade que lhes trazem. Mas, como em tudo, não são apenas rosas. Há questões de comunicação e de coesão de equipa que, do lado das organizações, têm de ser pensadas e acauteladas, de forma a garantir que não se tornam uma manta de retalhos. Mais uma vez, já há no mercado oferta para ajudar na resolução destes temas de cultura interna. Para os nómadas propriamente ditos, talvez o maior problema possa ser um sentimento, mesmo que ocasional, de estar sozinho. Mas, para a maioria, é um preço justo a pagar pela possibilidade de viver em permanente estado de descoberta e algumas vezes de aventura.

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