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Fortnite ou PUBG:
Qual o melhor battle royale?

Parece que se confirma aquilo que, no ano passado, se tornava claro: o estilo battle royale chegou para ficar, engalanado por Fornite Battle Royale e PlayerUnknown’s (PUBG), os títulos mais populares do género. Agora, em 2018, com a fama de ambos a continuar na crista da onda, resta perceber qual é o mais adequado para cada jogador. Porque, apesar do preâmbulo de ambos assentar na mesma premissa, estes são diferentes. E não há mal nisso; até porque há público para cada um deles. Vai é depender do gosto de cada um.

O primeiro de ambos a ser lançado foi PlayerUnknown's Battlegrounds (PUBG), e pode dizer-se que tomou os PC’s de assalto, numa espécie de embuste saudável para os gamers. Não é que o género Battle Royale (BR) não existisse («ARMA BR» ou «H1Z1» são dois títulos que já cá andavam), mas a verdade é que PUBG colocou o BR na ribalta do mundo gaming, pois parece ter encaixado «as peças do puzzle no lugar correto e fez com que a receita resultasse mundialmente», de acordo com André Alves, Community Manager do jogo em Portugal. No final de 2017, no entanto, apesar do sucesso em PC, o número também era muito bem composto na X-Box One, ao atingir a venda de 8 milhões de cópias (números de julho).

Porém, não tardou até que chegasse um rival para fazer companhia ao título que dominava o género. É que já se sabe que nisto dos videojogos a popularidade é sinónimo de atração, e atração é sinónimo de alguém que vai tentar roubar o trono àquele que o ocupa. Neste caso concreto, essa rivalidade deu pelo nome de Fortnite, da editora Epic Games (que é essencialmente conhecida por títulos como Unreal Tournament ou Gears of War, mas que na verdade anda por cá há três décadas, sendo nos seus estúdios que se desenvolve o motor Unreal). Com uma jogabilidade semelhante e competitividade assegurada, alcançou, no último mês, uns incríveis 80 milhões de utilizadores. Tanto assim é que a batalha pelo reinado dos battle royale continua.

Mas, já agora, convém explicar a origem do termo battle royale. É que dá nome a um género, mas a verdade é que este teve a sua origem há quase duas décadas. Cunhado inicialmente no Japão, é o título do primeiro romance do autor Koushun Takami. No livro, a história relata como um grupo de jovens estudantes é obrigado a lutar pela sobrevivência num jogo organizado por um governo fictício. Em 2000, um ano depois de ser publicado, foi adaptado para cinema. E se faz lembrar «Hunger Games — Jogos de Fome», é natural, porque foi uma das fontes de inspiração da trilogia que catapultou Jennifer Lawrence para a ribalta, assim como deu origem a uma saga de manga.

Todavia, explicações e terminologias à parte, à primeira vista, a verdade é que Fortnite e PUBG partilham de muitas semelhanças; porém, a realidade é que o seu conteúdo difere, nomeadamente no estilo, questão que vai afetar consequentemente a maneira como cada um dos jogos é jogado.

Fortnite ou PUBG: Qual o melhor? As diferenças e as semelhanças explicadas por um streamer e por um Community Manager

«O Fortnite é um jogo que facilmente se confunde com uma banda desenhada, enquanto o PUBG tem um grafismo mais sério», revela André Alves, Community Manager do PUBG em Portugal.

No caso de Fortnite, jogos como Minecraft, PUBG e Overwatch parecem ser inspirações. Em PUBG, o enredo vai beber um pouco mais à realidade. Isto é, e de forma absurdamente sumária, uns alegam que o primeiro é mais direcionado para um público mais novo e que se quer divertir; o segundo, por seu turno, é mais virado para um público que prefere algo mais semelhante à realidade, algo mais verosímil.

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«O PUBG destaca-se por colocar o realismo acima de outros elementos, ao contrário de outras opções dentro do mesmo género que sacrificam o realismo em nome de outras características. Em termos de gunplay, o PUBG é o jogo battle royale que mais se aproxima da realidade (se não contarmos com o ARMA BR que é um exemplo extremo de simulação); quer isto dizer que, ao disparar uma M16 ou atirar uma granada de fragmentação, o jogador pode esperar um comportamento muito aproximado da realidade dessas armas», aprofunda André Alves.

Porém, uma das razões que os diferenciam parece ser outra: o Fortnite é construído para ser social. Como se trata de um jogo gratuito e disponível em quase todas as principais plataformas, os utilizadores podem jogar com os amigos seja através do seu telefone, da consola ou no computador. Paralelamente, segundo revela o site The Conversation, a personalização da sua personagem gera um sentimento de investimento psicológico, uma vez que a identidade do jogador fica vinculada no jogo. Mais: o Fortnite pode ativar gatilhos psicológicos, frequentemente baseados em emoções negativas como “FOMO” (Fear Of Missing Out), enviando notificações na sua plataforma de escolha sempre que um amigo inicia ou participa de um jogo. Isso leva os jogadores a se envolverem com o jogo mais uma vez.

Contudo, ainda que assim seja, há quem sugira que, no início, a popularidade de PUBG ajudou a fortalecer o Fortnite Battle Royale porque deu tão somente a oportunidade aos jogadores que não conseguiram superar alguma dificuldade intrínseca à jogabilidade mais realista de PUBG. No entanto, será isto realmente verdade ou tudo não passa de hype e sobrevalorização de um produto que caiu nas graças de massas?

«Hype foi o caso do PUBG, que se aproveitou da queda do H1Z1 [outro jogo do género battle royale] devido à falta de atenção dos devs [developers, i.e, as pessoas que tratam dos patches e de todas as mudanças que nele ocorrem] para com a comunidade. Nunca joguei, mas a opinião geral de quem jogou é que o jogo foi piorando e piorando até morrer de vez», começa por explicar Eduardo ‘raZguL’ Pinheiro, 22 anos, jogador de Fortnite que resolveu dar uma oportunidade a uma «potencial carreira profissional de eSports».

O gamer português refere ainda que chegou a um ponto em que o PUBG «estagnou imenso». «Para não falar de que, devido ao facto de ser tão realista, acaba por ser aborrecido ver; e, em torneios, a única ação que havia era durante as rotações, e muitas das vezes não se percebia nada porque não havia um spectator mode decente, coisa que o Fortnite já tratou», elucida.

Sobre esta questão André Alves revela que «o PUBG foi um jogo que, ao início, cresceu de forma exponencial, a equipa não estava preparada nem esperava um crescimento tão rápido e da forma massiva como ocorreu. Por essa razão, e porque tínhamos uma equipa, digamos, ao nível indie, não tivemos capacidade para responder da forma ideal. Hoje em dia a PUBG Corp. conta com vários escritórios espalhados por todo o mundo e conseguimos atingir um nível de resposta que achamos adequado».

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No entanto, apesar das críticas de raZgul, não deixa de existir uma certa ironia nesta história. É que a sua opinião nem sempre foi assim. «Acompanhei o Fortnite a crescer desde o início, mas teimei em experimentar porque simplesmente não achava piada e não via o potencial competitivo que o jogo de facto tinha… Irónico, eu sei», revela, enquanto diz que foi durante a Season 2 que começou a apostar mais a sério no Fortnite. Isto, porque migrou de outro jogo. E a escolha é igualmente irónica.

«Antes de ficar com o Fortnite como jogo principal, jogava PUBG, mas devido à fraca performance que o meu computador tinha, sabia que não ia chegar longe. Portanto, isso foi outro ponto positivo para o Fortnite, porque devido aos gráficos mais leves não puxava tanto e conseguia ter FPS decentes para jogar em condições», acrescenta.

Só que, verdade seja dita, não é o único a ter feito a migração. Muitos fizeram-no pelas mesmas razões, outros porque não se reviam na comunidade, outros ainda pela aparente falta de consideração e atenção que os devs prestam aos seus jogadores.

«Como disse atrás, sim, já joguei e fui um dos que migrou. A razão pela qual a migração inversa é rara ou quase nula é porque o Fortnite, para além de ser um jogo que não puxa muito pelo computador, está muito bem otimizado, é de graça e tal como o League of Legends isso fez com que tivesse uma player base enorme», diz o gamer nacional.

Mas… e voltar?

«Nunca na vida! Já lá estive e se fizer um jogo por mês é muito. O pace do jogo é demasiado lento, eu lembro-me de quando jogava de dar alt-tab e ir para o ambiente de trabalho ver streams até às zonas finais. É claro que um jogo que tem toda a acção após 20 minutos não se aguenta com o estilo de jogo rápido que o Fortnite trouxe juntamente com o que se pode fazer com mecânica de construção. E é essa precisamente a principal diferença entre os dois jogos, a velocidade a que são jogados, a intensidade das lutas e a oportunidade de brilhar individualmente», explica raZgul.

Neste ponto, André Alves é da opinião de que como «qualquer outro género de jogo, o BR tem evoluído desde o lançamento do mod para ARMA e muitas pessoas presentemente preferem a gratificação instantânea, um modelo a que o género se tem vindo a adaptar. Em jogos como H1Z1 e Fortnite esse elemento tem se verificado com frequência», conta.

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«No entanto, a PUBG Corp. está ciente disto e foi com o lançamento do nosso novo mapa intitulado Sanhok que pretendemos colmatar este espaço por preencher que admitimos existir no passado. Erangel e Miramar que são os nossos primeiros dois mapas no jogo são mapas grandes e que por essa natureza tornam mais demorado o encontro entre jogadores. O mapa Sanhok, mais pequeno, promove mais ação e gratificação imediata por esse mesmo motivo. Esses 20 minutos necessários, tornaram-se 20 segundos no mapa Sanhok», diz Community Manager do PUBG em Portugal.

Outro ponto que gera críticas (dentro das rivalidades de cada um dos lados da barricada) é o controlo necessário da zona que é necessário ter em PUBG para ter sucesso e sair vitorioso.

«O PUBG resume-se a quem vê quem primeiro, e a quem tem a zona. Dou o exemplo das rotações: no PUBG se estás sem veículo és um homem morto, não tens possibilidade de te defender e os veículos não duram para sempre o que faz com que o RNG [aleatoriedade] seja a chave principal para ganhar, enquanto que no Fortnite não há nada disso, o RNG tem um impacto sim, mas caso não tenhas a safe não estás necessariamente morto, tens sempre hipóteses de fazer algo!», realça raZgul.

Esta visão, contudo, não é partilhada pelo Community Manager de PUBG de Portugal, que fala nas diferenças de um jogador de Fortnite e PUBG. No fundo, vai tudo depender daquilo que dá a gozo a cada um dos jogadores e o proveito daquilo que cada um subtrai a nível individual.

«No Fortnite és capaz de construir estruturas que sim, te proporcionam proteção contra o fogo inimigo e reduzem o efeito RNG. Mas isto tanto é visto como um fator positivo para uns como pode ser visto negativamente por outros, tudo depende do estilo do jogador e do seu gosto. Como o jogador de PUBG não tem forma de criar a sua proteção, ele é "obrigado" a pensar estrategicamente os seus passos e a rota a tomar até aos instantes finais do jogo», indica André Alves.

«Enquanto que certos jogadores apreciam esta exigência intelectual ligada à capacidade de antever os acontecimentos, outros preferem a simplicidade de poderes facilmente criar soluções como é o caso do Fortnite. O fator RNG estará sempre presente, quer seja no PUBG ou no Fortnite ou em outro jogo BR, mas nunca será o elemento decisivo e conclusivo dos resultados obtidos por um jogador. Isto é comprovado pelo facto de teres visto já, a mesma equipa a ganhar competições em diferentes ocasiões, o que revela que as habilidades dos jogadores irão mitigar este fator que chamamos RNG», finaliza.

Ou seja, sumariamente, o que isto tudo se quer dizer é que, na opinião de André Alves, «o PUBG é um jogo que consegue recompensar o jogador de forma profunda a médio-longo prazo enquanto que o Fortnite entrega uma gratificação quase imediata, mas menos significativa na minha opinião». Paralelamente, «estrategicamente falando os jogos são também muito distintos; o PUBG tem um potencial estratégico intrinsecamente ligado ao mapa e dependente das vantagens em jogo que cada localização diferente pode proporcionar», refere o Community Manager do PUBG em Portugal.

E por falar em mapas — tópico importante nos dois jogos. Uma das críticas a PUBG visava a falta de feedback dos dev’s para com as críticas dos seus jogadores. No entanto, o mapa «Miramar» sugere que é algo que está a mudar.

«As críticas ao mapa Miramar ganharam um efeito, como costumamos dizer, snowball ou bandwagon. Sim, admitimos que no seu lançamento existiram pontos no mapa com necessidade de serem retificados (como em qualquer lançamento de uma nova funcionalidade ou conteúdo novo) mas hoje em dia Miramar é considerado equiparável ao mapa Erangel, com uma taxa de aceitação normalizada. O nosso segundo mapa nunca teria "vida fácil" qualquer que fosse o layout ou tipo de cenário, uma vez que o primeiro mapa, Erangel, estará sempre ligado ao lançamento do jogo e a todo o sucesso que daí surgiu. Nós estamos sempre abertos a críticas e constantemente sublinhamos o quanto é importante que os nossos jogadores nos enviem as suas opiniões para que possamos melhorar o que a comunidade acha que está mal. Miramar não foi exceção e após o seu lançamento, já efetuámos várias alterações e ajustamentos que consideramos válidos após o feedback recebido dos jogadores», explica André Alves.

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A receita para o sucesso em Fortnite

A ideia de 100 jogadores a cair num grande mapa para colecionar armas e combater contra tudo e todos, tocou, na verdade, num acorde que acordou os gamers; o jogo cresceu. Porém, sucesso à parte, é impossível que não se faça a questão: terão os criadores de Fortnite gerado um jogo que provocou um colosso impacto a nível social, económico e psicológico? Parece não haver dúvidas disso.

Ainda assim, como reflete o The Guardian, o seu efeito de novidade pode muito bem desaparecer no futuro, tal como aconteceu com Pac-Man no início dos anos 80 e tantos outros jogos. O Fortnite não contém um novo tipo mágico de design viciante no gaming, mas dá um passo de gigante na evolução de como os jogadores e os jogos interagem. Eduardo ‘raZgul’ Pinheiro, porém, é da opinião de que isso ainda vai demorar — e explica porquê.

«Para além da comunidade ser muito competitiva, os devs estão a maior parte das vezes atentos ao que se passa. Dou o exemplo do lançamento da P90 [uma arma] que, quando saiu, era broken [muito poderosa/provocava muito dano aos adversários] como tudo e numa questão de uma semana ou dias foi nerfada [termo que designa algo que os developers balancearam para níveis mais justos]. Isto tudo, mais os torneios com milhões em prize pools, mais o anúncio de 100 milhões para torneios em 2019, faz com que acredite que vai demorar até sair algo que tire o jogo do trono».

Basicamente funciona como as empresas de moda. O Fortnite limita a disponibilidade de skins (a imagem, roupa ou aparência dos personagens) a cada uma temporada; quando uma nova começa — a sexta temporada começa em breve —, um novo conjunto de skins é lançado, e os jogadores apressam-se para adquirir as melhores antes que a temporada termine e se perca a oportunidade de as obter. Ora, de acordo com o The Guardian, este é um dos seus trunfos e uma das razões pelos quais os jogadores continuam a fazer login. «É através da motivação de segundo a segundo que vem da aquisição de um loot [tudo o que pode recolher no mapa do jogo] sedutor ou da satisfação da combinação de resultados da construção heurística, podemos entender como o jogo construiu e manteve uma base de fãs tão ávida», explica o jornal britânico. Mas não é só a indumentária que se paga. A dança tem um papel importante na vitória e na derrota. Em alguns casos, “gera” inclusivamente “sorte”.

«Não consigo escolher uma dança favorita, fico indeciso entre a True Heart, porque sou um troll, e a Electro Shuffle, porque foi a primeira que comprei e sempre gostei muito. Quanto à skin a minha favorita é a Elite Agent; parece que consegue sempre dar-me sorte quando é preciso!», diz raZgul.

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E receita para o sucesso?

«Evitar riscos desnecessários, jogar inteligentemente e da maneira que o teu loot e materiais te permitam jogar. Ganhar highground nas etapas finais do jogo é sempre uma boa vantagem, mas também dá para sobreviver mesmo sem isso, o que importa mesmo é ser inteligente nas rotações e evitar levar qualquer dano o que por vezes é difícil devido ao número elevado de pessoas vivas no fim», conclui raZgul.


Fortnite é grande? Há um ninja que tem um bocadinho de culpa nisso

Todavia, como já referimos, Fortnite não é o primeiro jogo deste género (battle royale). E há um nome que está indiscutivelmente ligado e associado ao seu sucesso. Se segues este nicho — será que ainda o é? — dos videojogos ou conheces alguém que desfrute deles, o mais provável é que este nome já tenha vindo à baila numa conversa. E não, não falamos de Shinobi, o popular ninja da saga criada pela SEGA. Falamos, sim, de Ninja, o principal transmissor do Twitch, cujo nome real é Richard Tyler Blevins. Atualmente, é o utilizador com mais espetadores (325 136 465 de visualizações totais à hora de escrita deste artigo) e seguidores (mais de 11 milhões) da plataforma. Segundo um perfil do Bussiness Insider, que cita a CNBC, o streamer de 27 anos arrecada mais 425 mil euros por mês (500 mil dólares) a partir do seu quarto a fazer streaming. Blevins domina a plataforma com o seu fluxo de conteúdo sobre Fortnite, que atrai milhares de espetadores todos os dias. A título de exemplo, o seu último vídeo publicado na rede social Instagram (10 milhões de seguidores), em menos de 24 horas, já conta com quase 2.500.000 visualizações.

Porém, o facto de atualmente Fortnite ser o jogo mais popular no Twitch, pode ser um tanto ou pouco chocante, pelo menos para alguns, visto que PUBG teve finalmente o seu lançamento (completo) em dezembro — inclusivamente com direito a um novo mapa. Só que, esmiuçado bem o fenómeno, podemos tentar perceber aquilo que está a levar a que o príncipe dos jogos de battle royale veja os principais streamers estarem a abandonar o barco para irem criar conteúdo para o jogo rival; contudo, convém esclarecer que ainda que seja quase impossível comparar os números entre um e outro, e provar qual deles o mais popular.

A Forbes explica que não poderíamos fazer uma comparação direta. E as razões para isso são simples: um é gratuito (Fortnite) e está disponível em mais plataformas que o outro (PUBG). Mais: em março, ainda que o jogo já tenha chamado a atenção de algumas celebridades anteriormente, a visibilidade disparou para números nunca antes praticados, quando o músico canadiano Drake se juntou a Ninja para uma sessão (um duo) que bateu o recorde do Twitch em termos de espetadores simultâneos num único canal — o streamer, de resto, tem batido mais que um recorde nos últimos meses. Ter Drake ajuda, claro, mas Ninja é o primeiro streamer da Twitch a passar a barreira dos 10 milhões de seguidores, bem como o primeiro gamer profissional a estar na capa da revista da ESPN. E a sua popularidade vai à boleia do Fornite — e vice-versa. Ainda este ano, de acordo com a Arena da RTP, marcas internacionais como a Uber Eats, Red Bull ou Samsung são apenas mais alguns dos patrocínios que juntou ao seu espólio de nomes por si representadas.

No entanto, isto é algo que a PUBG Corp. está ciente e que pretende emendar.

«No futuro, com o desenvolvimento e lançamento de novos mapas continuaremos a ter em conta a evolução do BR e a opinião dos nossos jogadores. Quanto à questão dos streamers, cada vez mais, na sua área de intervenção, importa estar sempre envolvido com o que é mais recente e o que está a causar mais impacto. O Fortnite teve um impacto claramente significativo na área gaming e como é óbvio os streamers não podem ficar indiferentes a essa situação. Ao mesmo tempo esperamos que quem já jogou e streamou PUBG, o volte a fazer e tenha satisfação em o fazer», conta André Alves.

Mas como é que Ninja consegue alcançou um estatuto de um ninja verdadeiro? raZul explica. «O Ninja ficou famoso porque foi o primeiro a encontrar a mina de ouro que o Fortnite é. E, sim, nessa altura [quando apareceu] pode-se dizer que era um dos melhores, mas agora não chega ao pé dos profissionais que se foram formando ao longo destes meses», diz. «É um jogador que se foca a 100% em casuais e em criação de conteúdo — sim é um bom jogador, mas há imensos melhores que ele. Ainda não tive a oportunidade [de o enfrentar, mas] espero que quando tiver ele não me faça engolir o que disse agora!», concluiu.

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Então se ele não é o melhor, quem é o Cristiano Ronaldo do Fortnite? «É difícil nomear um Ronaldo num Battle Royale porque há tantas circunstâncias e situações diferentes que se torna quase impossível. Mas a nível de PS4 consigo dizer que o Aydan dos Ghost Gaming é o Ronaldo, acho que nunca vou ver alguém tão rápido e com tanta precisão a jogar de comando», diz.

Não obstante, Fortnite é também o jogo ao qual o Good Morning America, popular programa matinal nos Estados Unidos, dedicou um segmento. Até o The Guardian se interrogou porque é que as pessoas não conseguem parar de jogar. De acordo com este último, há algo que faz com que as pessoas voltem, semana após semana, partida após partida. O jornal britânico sugere também que Fortnite não faz nada inteiramente novo, pois trata-se apenas de coleção remixada de mecanismos de jogos que já existem, mas que dão a ideia de que se trata de algo novo e interessante. Contudo, o efeito parece estar para durar. Em agosto, numa publicação no blog do jogo da Epic Games, a editora revelou que obteve o melhor resultado de sempre, com quase 80 milhões de jogadores a fazerem o login durante os 31 dias do mês. E o seu interesse não se limita ao jogador «anónimo». É que há várias celebridades que já assumiram publicamente que jogam. No mundo do futebol, por exemplo, há um vídeo que mostra três internacionais ingleses (Dele Alli, Harry Kane e Harry Maguire) a jogar, sendo o primeiro um streamer regular. Na NBA, Ben Simmons (vencedor do galardão de «Rookie do Ano» na temporada passada e que joga nos Philadelphia 76ers) é outra das estrelas do desporto que mostra regularmente aos fãs a sua destreza no mundo dos videojogos.

A título de curiosidade, porém, fica aquilo que acontece igualmente no mundo paralelo dos de carne e osso. É que o jogo já esteve na origem de 200 divórcios e também esteve na origem de um caso judicial onde um homem de 45 anos ameaçou matar um jovem de 11 anos depois de ser derrotado num jogo (segundo o The Conversation).

E qual será futuro de PUBG?

«Para 2019 estamos a preparar uma liga, sobre a qual ainda não posso adiantar muitos detalhes, mas que posso confirmar que terá várias divisões e que deverá durar todo o ano à semelhança do que acontece por exemplo no futebol em Portugal. Existe bastante interesse no aspeto competitivo do PUBG e o potencial está bem patente como foi demonstrado durante o nosso evento PGI 2018 que aconteceu em Julho deste ano. Esports é claramente uma frente que queremos continuar a explorar para cimentar a nossa posição na competição no mundo dos videojogos», indica André Alves.

Requisitos Fornite e PUBG

PUBG

Requisitos Mínimos

Sistema Operativo: 64-bit Windows 7, Windows 8.1, Windows 10

Processador: Intel Core i5-4430 / AMD FX-6300

Memória: 8 GB de RAM

Placa gráfica: NVIDIA GeForce GTX 960 2GB / AMD Radeon R7 370 2GB

Requisitos Recomendados

Sistema Operativo: 64-bit Windows 7, Windows 8.1, Windows 10

Processador: Intel Core i5-6600K / AMD Ryzen 5 1600

Memória: 16 GB de RAM

Placa gráfica: NVIDIA GeForce GTX 1060 3GB / AMD Radeon RX 580 4GB

Fortnite

Requisitos Mínimos

Sistema Operativo: 64-bit Windows 7, Windows 8.1, Windows 10

Processador: Intel Core i5-4430 / AMD FX-6300

Memória: 8 GB de RAM

Placa gráfica: NVIDIA GeForce GTX 960 2GB / AMD Radeon R7 370 2GB

Requisitos Recomendados

Sistema Operativo: 64-bit Windows 7, Windows 8.1, Windows 10

Processador: Intel Core i5-6600K / AMD Ryzen 5 1600

Memória: 16 GB de RAM

Placa gráfica: NVIDIA GeForce GTX 1060 3GB / AMD Radeon RX 580 4GB

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