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A criatividade nasce connosco

ou aprende-se?

É num instante ou demora tempo? Nasce connosco ou aprendemos? É anárquica ou obedece a um método? Lado esquerdo ou lado direito do cérebro? É trabalho ou é talento? Estas são apenas algumas das FAQ [Frequently Asked Questions] que sempre aparecem quando se fala de criatividade. Sempre foi assim e hoje é ainda mais. Porque vivemos num tempo em que a inovação dita as regras e em que ninguém quer ficar para trás. Mas significa isto que todos podemos ser criativos?

Nem todos somos Picasso ou Steve Jobs, para referir dois nomes associados por excelência à ideia de criatividade e de inovação. Mas todos, em abstrato, temos capacidade para gerar novas ideias: o que nos faz, então, diferentes e como podemos “ajudar-nos” a ser mais criativos (se é que podemos)?

Esta é uma área estudada por várias ciências. Mas é provavelmente na psicologia e nas neurociências que encontramos as respostas mais globais e que melhor ajudam a entender o que torna umas pessoas mais criativas do que outras e como o processo da criatividade acontece.

Dois fatores emergem como determinantes: o temperamento e a capacidade para ter pensamento divergente. No que respeita ao temperamento, algo que é intrinsecamente inato, a propensão para a criatividade não vem de sermos introvertidos ou extrovertidos, para dar dois exemplos de personalidades, mas sim da forma como respondemos a estímulos e somos propensos a certas atividades.

Já o pensamento divergente, algo que decorre da capacidade de relacionar coisas não relacionadas e gerar novas ideias a partir dessas conexões, pode ser senão aprendido, provocado e, sobretudo nas empresas, é uma das áreas que merece hoje mais atenção, precisamente pela importância que a inovação conquistou.

O que a psicologia e as neurociências têm vindo a descobrir é que a criatividade tem por base uma interação complexa entre estes dois fatores ou, usando outra terminologia, entre pensamento espontâneo e orientado. Em 2013, um estudo publicado no Creativity Research Journal, assinado pelos cientistas Edward Neckaa e Teresa Hlawaczb, apresentava resultados de testes aos fatores temperamentais e de pensamento divergente em 60 artistas plásticos e 60 administradores da banca. O que mostrou? Ambos os grupos eram capazes de gerar novas ideias, mas os artistas eram melhores, sobretudo no que respeitava ao pensamento divergente.

Roger Beaty, um investigador em neurociências cognitivas da universidade de Harvard, realizou outro teste sobre pensamento divergente envolvendo 163 pessoas. Aos participantes era pedido que pensassem em novos usos para objetos conhecidos que lhes eram mostrados. Por exemplo, uma meia. Há quem responda que serve para manter os pés quentes, o que é na realidade o seu objetivo principal, mas também há quem olhe e diga que poderia ser um filtro de água - o que é efetivamente verdade. À medida que davam as respostas, o cérebro de cada participante era submetido a um exame que media o afluxo sanguíneo a diferentes partes do cérebro.

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Os vários estudos apontam algumas conclusões comuns. Por um lado, corroboram que o cérebro das pessoas mais criativas evidencia mais comunicações entre sistemas neuronais que habitualmente não funcionam em conjunto. Este tipo de conexões aparece nos testes de criatividade e é comprovado em idênticos exames aos cérebros de pessoas com atividades altamente criativas, como compositores de jazz, poetas ou artistas visuais. Por outro lado, a atividade e os estímulos a que as diferentes pessoas estão sujeitas parece desempenhar um papel importante - as que têm hobbies e atividades mais criativas são também mais prováveis de ter ideias originais.

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De 16 a 20 de maio decorreu o festival CCP, organizado pelo Clube de Criativos de Portugal em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia de S. Vicente. Para além de uma “creative jam” com exposições, atividades, conferências, masterclasses workshops, um mercado criativo e festas, o ponto alto foi a entrega do Grande Prémio do Clube dos Criativos de Portugal, na ETIC, num evento apresentado por João Manzarra. Os vencedores? O Grande Prémio CCP foi para a campanha “Can’t Skip Us”, produzida pela agência Partners para o Turismo de Portugal.

Já o galardão de Agência do Ano foi para a Leo Burnett.

Na categoria Digital e Interativa, patrocinada pela Worten, a Leo Burnett foi também considerada a Melhor Agência, ao passo que o prémio de Melhor Anunciante foi para a Câmara Municipal de Lisboa.

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